sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Limite Que Eu Criei

Acordo, viro e olho pra cadeira, invento mais sono pra não me esforçar. Adio. Aperta a vontade de ir ao banheiro, não tem mais jeito. Levanto. Poderia aproveitar e já trocar de roupa, imagino motivos modernos pra passar o dia de pijama. Dispenso. Olho pro relógio que me mostra que já está na hora do almoço, de canto enxergo o microondas e o armário alto onde estão guardados os pratos, descubro que tomar café está bem mais baixo e prático. Me prejudico. Como enquanto penso se isso tudo é preguiça ou é meu jeito torto de lidar com o que tenho. Não tenho resposta. Não lavo a louça, talvez essa parte seja de fato preguiça.
Sinto tédio e saudade da rotina de antes das férias, ou talvez da falta de tempo pra pensar na minha realidade, e do meu empenho em encontrar caminhos de melhorar vidas de outros, me tirando totalmente do foco. Não sei bem como lidar comigo, me dou conta disso e já são quase 17h, minha família já está quase chegando, talvez eu deva ser legal hoje, ser autoritária todos os dias me tornará previsível.
Minha família está aqui, me fazendo lembrar porque estou sempre bancando a forte. E percebo que por conseguir convencer tanta gente, talvez eu seja mesmo, mas não sempre. Gosto quando eu lembro que posso ficar triste, só não gosto que as pessoas pensem que demonstrar tristeza na segunda, significa que eu serei triste a semana toda. Esse texto veio pra mostrar meu lado mais secreto: que eu sou humana. E pra me incomodar porque não gosto que as pessoas saibam disso.

Deito e escrevo no celular, penso se devo ou não publicar algo assim,  repenso porque sei que algumas interpretações serão negativas. Decido não me importar. Tomara que eu não me importe mesmo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cortina Nova

Eu quando tinha 18 anos não chegava nem perto de pensar da forma como você pensa, da forma como você sempre me aconselha a pensar. Não que minha vida não tenha tentado me ensinar, ela tentou e me deu várias lições mas sou dessas que acha que sabe tudo. Aí me vem você, aquela menininha acompanhada de um velho barbudo, toda cheia "das sabedoria" que sempre tem resposta para os meus dramas. Na verdade, é um saco ser dramática perto de você porque sempre vê clareza onde eu vejo confusão e eu me sinto uma idiota.
Aliás, ser idiota nem sempre é negativo, somos tão idiotas juntas que hoje não consigo pensar em alguém melhor e mais confiável pra chamar de amiga-irmã. Irmã mais nova que manja mais da vida do que eu. Eu com a sua idade não me aproximava do que você é hoje, na verdade, mesmo com a idade que tenho hoje ainda não me aproximo, por isso preciso tanto de você e não só pra fazer meu miojo, mas também pra sempre me trazer de volta pra razão que eu perco fácil.
Hoje você não tem mais 18, agora tem 19, mas claro, cresceu trinta anos nesses meses corridos que ficaram pra trás, mas que construíram uma história que levarei pra toda vida. E espero ainda termos muitas noites mal dormidas e estudos atrasados de tanto que a gente fala e vai pro palquinho. Desejo também que você continue usando a mesma numeração de roupa e sapato que eu, pra eu poder ser hippie de vez em quando.
Parabéns não só pelo seu aniversário, mas por merecer o carinho e amor de tanta gente já na primeira conversa. Parabéns por ter paciência quando pegam a sua comida sem avisar, porque nós duas sabemos o quanto você gosta de comida. Parabéns por pensar que todas as mulheres são feministas, menos eu ;P Feliz aniversário Bre, comprei uma cortina nova pro quarto.